terça-feira, 28 de abril de 2009

EM BUSCA DA HUMANIDADE PERDIDA


Uma aventura pela humanidade de Dante Alighieri na UERJ

Muitos já ouviram falar mas poucos se aventuraram a ler os quase 100 cantos sobre o Inferno, o Purgatório e o Paraíso na visão de Dante Alighieri.
Por isso o Centro Cultural Fato & Presença apresentará na UERJ o evento Em busca da humanidade perdida – uma apresentação da obra A Divina Comédia.
O evento terá a presença do professor de Literatura e História Franco Nembrini, que publicou, sobre a obra, na Itália, uma coleção de três volumes intitulada allá ricerca dell´io perduto. Nembrini apresentará um panorama da mentalidade medieval e falará sobre A Divina Comédia com foco no canto XXXIII, do Paraíso.


Entrada Franca
Data: 29 de abril de 2009
Horário: 19h30min
Local: UERJ – Campus Maracanã R. São Francisco Xavier, 524 – Auditório 71 (7º andar)
Mais informações: blog do Centro Cultural Fato & Presença

terça-feira, 14 de abril de 2009

“O SENTIMENTO DAS COISAS, A CONTEMPLAÇÃO DA BELEZA"

Rimini – 18-24 agosto Rimini - 18-24 ago.

“Quando il sonno stacca la presa, il primo sentimento che deve invaderci è il sentimento delle cose”. "Quando você dorme fora da tomada, o primeiro sentimento que invade e tem a sensação de coisas". Questa riflessione, così vivida e avvincente, è contenuta nel commento di don Giussani a un inno delle Lodi del monastero delle Trappiste di Valserena, pubblicato su di un libro che è tra i più belli: Tutta la terra desidera il tuo volto. Esta reflexão, de forma viva e atraente, está contida nas observações de Don Giussani um hino de Laudes do mosteiro trapista de Valserena, publicado em um livro que está entre as mais bonitas: toda a terra que o seu rosto. Che si intende per sentimento delle cose? O que se entende pelo sentido das coisas? La capacità dell’uomo di prendere coscienza amorosa di quanto lo circonda. A capacidade de tornar-se consciente da amorosa arredores. Il sentimento delle cose non è un moto intimistico dell’animo, ma è uno stadio della conoscenza del reale. O sentido das coisas não é um movimento íntimo da alma, mas é uma fase de conhecimento da realidade. Il soggetto “che sente” è così sensibilmente trasportato verso l’oggetto, cioè verso la realtà delle cose, da porsi subito nell’atteggiamento dell’attesa. A pessoa "sente" é tão significativa se movimentava em direção ao objeto, a saber, a realidade das coisas, a pedir apenas a atitude de expectativa. Le cose invadono il suo sguardo e la sua mente; penetrano con la stessa forza d’urto che si sprigiona nel momento in cui gli si aprissero gli occhi per la prima volta. Coisas invadir seus olhos e sua mente; penetrar com a mesma força de impacto que é emitida quando os olhos foram abertos pela primeira vez. Il cuore di questo “osservatore” avido di verità, pronto a commuoversi, è come in febbrile all’erta. O coração deste "observador" ganancioso da verdade, pronto para mover-me, é como no febril alerta. Il sentimento amoroso delle cose è anche la condizione della loro conoscenza e la condizione del riconoscimento, nella realtà, del valore originariamente desiderato: la bellezza. O sentimento de amor coisas é também a condição dos seus conhecimentos e as condições de reconhecimento, de facto, inicialmente do valor que você quer: beleza. Ma cosa sia la bellezza, quali innumerevoli definizioni siano state date dalle diverse culture di questa parola, è un argomento molto complesso. Mas o que é beleza, o que muitas definições têm sido feitos pelas diferentes culturas desta palavra, é um tema muito complexo. Non solo nella tradizione cristiana, il bello era considerato in un nesso con il vero e il bene. Não só na tradição cristã, a beleza foi visto em uma relação com o verdadeiro e bom. Se la bellezza si conforma al vero non può che essere in consonanza con natura e ragione; quindi, per il pensiero cristiano-cattolico, che da Agostino e Balthasar interviene ripetutamente sul tema, la bellezza, ontologicamente connaturata all’Essere creatore, si riflette nel creato, come splendore del vero. Se está a seguir a verdadeira beleza só pode estar em consonância com a natureza e com razão, então, para o pensamento católico-cristã, e que Agostinho Balthasar falou várias vezes sobre a beleza, ontologicamente inerente de ser o criador, é reflectida no criados, como o esplendor da verdade. Così, essa acquista consistenza e concretezza; non è una realtà effimera e transitoria. Assim, ela adquire consistência e concretude, não é transitória e efêmera. E’ qualcosa che muove la libertà dell’uomo eticamente. É algo que se move a liberdade eticamente. Tra etica ed estetica la parentela è strettissima e nella contemplazione della bellezza ogni atto morale viene vissuto più intensamente, perché “l’entusiasmo che nasce dalla bellezza è incomparabile con quello che nasce dalla dedizione”. Entre ética e estética, a relação é estreita e na contemplação da beleza cada acto moral é vivido mais intensamente, porque "o entusiasmo que vem da beleza é incomparável com o que é nascido de dedicação." Dal sentimento delle cose al riconoscimento della bellezza il passo è breve, poiché se si guarda la realtà con amore, la bellezza non può rimanere nascosta; esce allo scoperto. Desde a sensação de coisas de beleza para o reconhecimento passo é curto, porque se você olhar para realidade com o amor, a beleza não pode ficar escondido, deixando em aberto. Un passo ulteriore è rappresentato dalla contemplazione, parola caduta in disuso o erroneamente riferita a processi spiritualistici di sublimazione, privi di qualunque consistenza cognitiva. Um passo adicional é a contemplação, palavras caem em desuso ou incorrectamente espiritualista referindo-se a processos de sublimação, sem qualquer consistência cognitiva. La vita contemplativa non si contrappone alla vita attiva, bensì la integra e la illumina. A vida contemplativa não se opõe à vida activa, mas o todo e as luzes. Contemplare la bellezza significa riconoscerne razionalmente la natura rivelata e incorrotta. Contemplar a beleza significa reconhecer a natureza racional revelado e incorruptível. Contemplazione è sinonimo di stupore, laddove lo stupore non sia pura reazione sentimentale. Contemplação é sinónimo de saber, onde a maravilha não é mera reacção sentimental. Nella contemplazione permane una tensione razionale che si traduce in lucidità di sguardo, commosso e capace di riconoscere la bellezza. Contemplação racional continua a ser uma tensão que leva a clareza de visão, capaz de reconhecer e emocionalmente beleza. Il Meeting del 2002, nella multiforme varietà dei suoi eventi e nel festoso contesto di incontro tra persone, esperienze e realtà provenienti da paesi, fedi e culture diverse, pone quest’anno a tema, e non impropriamente, proprio una questione come la contemplazione della bellezza. O Encontro de 2002, nas suas múltiplas variedade de eventos festivos e no contexto do encontro entre as pessoas, experiências e realidades provenientes de países, religiões e culturas, que isto levanta um tema, e não impropriamente, como uma questão de contemplação beleza.

terça-feira, 31 de março de 2009

Diretora de ONG ugandense: distribuir preservativos não ajuda a sair da confusão

Por Patricia Navas

MADRI, segunda-feira, 30 de março de 2009 (ZENIT.org).- «Um preservativo não nos faz sair da confusão na qual vivemos, não nos faz protagonistas; só a pertença a Deus nos liberta dela», afirmou a fundadora e diretora da ONG de atenção a aidéticos em Uganda Meeting Point International, Rose Busingye, neste domingo, 29 de março, em EncuentroMadrid. A especialista participou em uma mesa redonda titulada Uma nova laicidade: o protagonismo das obras, com a qual concluiu a sexta edição de EncuentroMadrid, encontro formativo-festivo anual organizado pelo movimento Comunhão e Libertação. Este ano, EncuentroMadri congregou no Recinto de Feira Casa de Campo cerca de 15 mil pessoas, segundo a organização, entre 25 e 29 de março. Com uma ampla experiência como enfermeira, Busynge considera que distribuir preservativos para combater a AIDS não ajuda as pessoas a saírem da confusão. Busynge assegura aos enfermos com os quais trata que o valor de sua pessoa é maior que o da doença e explicou sua experiência com alguns deles, que pediram para ser batizados após conhecer o cristianismo. A enfermeira protagoniza o documentário Greater, ganhador do Babelgum Online do Festival de Cannes e Prêmio do Público no Festival 2007 de Nova York sobre Cinema e AIDS, que foi projetado durante o fim de semana no Teatro Auditório da Casa de Campo. EncuentroMadrid também contou com o testemunho de protagonistas de outras iniciativas leigas, como o da presidente da Associação Famílias para a Acolhida, Belém Cabello, e o diretor do colégio Newman de Madri. Em um campo mais teórico, o encontro contou com a intervenção de políticos, juristas e filósofos como o francês Remige Brague, que destacou que «a questão da laicidade se gera no seio do cristianismo». Brague destacou que para que haja laicidade é preciso haver Igreja e Estado «e não há Igreja mais que no cristianismo». Também acrescentou que a Igreja foi uma instância secularizadora, pois o Império queria ser sagrado e produzir o sagrado.

http://www.zenit.org/article-21229?l=portuguese

sexta-feira, 20 de março de 2009

"Uma misericórdia que nos desafia"

Texto de Pe. Julián Carrón sobre a carta que o Papa Bento XVI escreveu a todos os Bispos da Igreja. O texto foi extraído do Jornal Avvenire, edição de 14.03.2009.

A primeira coisa que impressiona é o fato de o Papa ter sentido a necessidade de escrever uma carta como essa: cheia de dor diante da incompreensão, não tanto dos estranhos, mas dos católicos. É um caso insólito na história recente, pelo que me lembre, e sinal de que não entendemos um gesto que, como demonstra a carta, é cheio de razoabilidade.
Em sua simplicidade, foi um gesto de misericórdia perante uma parte dos fiéis confiados a sua paternidade de pastor universal da Igreja, um gesto que adquire todo o seu alcance ante a dureza daqueles que o criticam, inclusive das próprias pessoas a quem se dirigiu. Esse gesto põe diante de todos o escândalo cristão. De fato, ao ler a carta, é difícil não nos lembrarmos das palavras de Jesus: "Bem-aventurado aquele que não se escandaliza comigo", dirigidas a quem se aborrecia porque Ele comia com os publicanos e os pecadores. A misericórdia, gesto inequívoco do divino, continua a escandalizar como no primeiro dia. Pena que isso aconteça também entre aqueles que pertencem ao povo dos remidos, ou seja, entre os primeiros a terem sido objeto de uma misericórdia sem fim.
Diferentemente do que pensam aqueles que acham que Bento XVI confirma os destinatários em sua posição, o gesto do Papa constitui o maior desafio diante do qual estes jamais se encontraram. Só a misericórdia desafia a nossa teimosia, como nenhum outro chamado de atenção. Aquele a quem muito é perdoado muito ama, diz Jesus. A nenhum outro gesto é tão sensível o homem como ao gesto da misericórdia; tanto é, que foi esse o método de Jesus, como nos lembra São Paulo: "Quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós". A resposta do Papa é uma resposta à "prioridade que está acima de todas, tornar Deus presente neste mundo", um Deus encarnado cujo nome é "misericórdia", que se manifesta por meio da "unidade dos que creem".
Essa carta é um "alento" pelo qual não podemos deixar de agradecer ao Papa, tanto mais quanto mais aumenta a dureza daqueles que reduzem a vida cristã a um moralismo sufocante. Nada, mais que uma carta como essa, faz que eu me sinta orgulhoso de pertencer à Igreja, cheio de confiança de que, no dia em que vier a errar, serei tratado com igual misericórdia.


(extraído do jornal Avvenire, edição de 14 de março de 2009; traduzido por Durval Cordas)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Diante das notícias relativas ao abordo praticado na menina de nove anos que foi estuprada pelo se padrasto em Olinda a primeira coisa que vem à tona

Tendo presente isto se faz necessário que esclareçamos alguns pontos:

1. A Igreja vai defender sempre a vida em qualquer circunstância, desde o momento de sua concepção até o último instante da velhice, até porque ela não pode absolutamente contrariar um dos mandamentos divinos, o de “não matar”. A este propósito, em nota escrita em defesa do bispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB, escreveram: “Nem sempre se pode identificar o que está amparado por leis com princípios éticos e valores morais. Para nós, sempre terá precedência o mandamento do Senhor: “não matarás”. Por isso, a lei civil que considera legítimo o aborto em caso de estupro, é evidentemente uma lei injusta porque vai contra à lei divina de “não matar”, que sendo estabelecida por Deus é superior a qualquer outra lei humana.

2. Como sabemos (pois aprendemos na EdC), para Jesus o valor da pessoa vem antes de qualquer outra coisa. Com efeito, no segundo volume do percurso de EdC, Na origem da pretensão cristã, podemos ler: “O fator fundamental do olhar de Jesus Cristo é que no homem uma realidade superior a qualquer realidade sujeita ao tempo e ao espaço. O mundo inteiro não vale tanto quanto a menor pessoa humana; ela não pode ser comparada a nada no universo, desde o primeiro instante da sua concepção ata o último passo da sua velhice (...). A pessoa goza de um valor e de um direito em si, que ninguém pode atribuir ou tirar. O valor encerra o motivo, o objetivo de uma ação, aquilo pelo qual vale a pena agir ou existir. (...). Por isso, Jesus demonstra na sua existência uma paixão pelo indivíduo, um ímpeto pela felicidade do indivíduo, que nos leva a considerar o valor da pessoa como algo incomensurável e irredutível” (págs 120-121). Evidentemente, a prática do aborto em quaisquer circunstâncias for contraria esta concepção que Jesus tem da vida.


3. No que diz respeito à excomunhão, o bispo de Olinda apenas ratificou aquilo que de fato já tinha acontecido; ou seja, quando se trata do aborto a pessoa que o praticou (no caso da menina de nove anos, ela não está comungada, pois foi sua mãe que decidiu realizar o aborto) juntamente com aqueles que o executa, já se excluem automaticamente da Igreja, uma vez que agem de forma totalmente contrária ao que a Igreja afirma e defende: o valor sagrado da vida. Com efeito, o próprio Direito Canônico, no número 1398, diz: “Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”.

4. Nós do Movimento não podemos ficar indiferentes diante desses fatos trágicos, até porque a experiência de fé que vivemos nos leva a tomar consciência do valor e da dignidade da vida humana, a defender a vida com todas as nossas forças. Aliás, diante de uma situação como essa que estamos vendo, somos provocados a irmos mais a fundo nas razões da nossa fé, a tomarmos ainda mais consciência da beleza daquilo que a Igreja de Cristo afirma, defende e nos educa como uma mãe que ama os seus filhos, e que os protege em qualquer circunstâncias. Que graça pertencer a uma Igreja assim. Por isso, estamos totalmente de acordo com o bispo de Olinda. Aliás, podemos repetir as palavras de Cristo no Evangelho e confirmá-las hoje com o nosso testemunho (foi o que fez o bispo de Olinda): “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro, me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas porque não sois do mundo, a minha escolha vos separou do mundo, o mundo, por isso, vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: o servo não é maior que seu senhor. Se eles me perseguiram, também vos perseguirão; se guardarem minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isso eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem quem me enviou” (Jo 15, 18-21).

5. Finalmente, não podemos compactuar com essa mentalidade que propaga a cultura da morte, que está por traz desta instrumentalização da imprensa neste caso. O objetivo do poder que domina a nossa sociedade é claro: quer criar um consenso na população de modo tal que seja mais fácil aprovar leis injustas, com a pretensão de estar lutando e favor do bem comum: basta pensarmos em projetos de lei que circulam nos bastidores do PT e de outros partidos, leis relacionadas ao aborto, sem falar na questão das células troncos, na questão da clonagem, etc. A Igreja de Cristo sempre será contra estas leis injustas, que serão sempre contrárias à lei divina.


Achamos por bem colocar estes pontos relacionados a este caso do aborto desta menina até porque, como cristãos não podemos ficar calados: a nossa experiência de fé nos obriga a julgar as coisas que acontecem diante de nós, sobretudo quando se trata de coisas que contra a dignidade da vida e, evidentemente, contra a lei de Deus.


Pe. Paulo Alves Romão