sexta-feira, 5 de março de 2010

O rosto que nos ajuda a entrar neste mistério

Depois do violento terremoto que balançou o país sulamericano, os amigos do movimento de CL escreveram uma mensagem

Caros amigos,
diante do terremoto que balançou nosso País, se torna ainda mais evidente que a vida é um mistério e não nos pertence. Ante a beleza da natureza chilena, surge sempre uma pergunta: "quem é o autor?". Da mesma forma, diante da grandeza deste terremoto, nos sentimos pequenos, impotentes e frágeis.
Todavia, desta experiência nasce uma outra pergunta: "o que Tu nos pedes, Senhor, através desta circunstância?".
Também recentemente, na nossa companhia e em muitos testemunhos, vimos o rosto transfigurado de Cristo que se torna reconhecível, e esta experiência nos ajuda a entrar no mistério da Cruz. Sem Cristo, a beleza teria como êxito uma triste melancolia, e o drama se tornaria uma tragédia, como nos lembrou Carrón em ocasião do terremoto do Haiti.
Por isto, somos convidados a rezar por todos aqueles que sofrem as consequências deste drama, e temos também o dever de fazer com que a caridade que recebemos transborde em uma partilha concreta das necessidades do povo chileno.


Comunhão e Libertação
Chile

domingo, 9 de agosto de 2009

À espera do Meeting 2009

OS FATOS RESPONDEM

Por JOHN WATERS, jornalista irlandês
Um sussurro pleno de alegria, como depois da Ressurreição. O Meeting se ocupa das coisas de todos os dias. Mas, ali, elas não são mais efêmeras. É emergir-se na existência, com o coração.


Neste mês de agosto, se Deus quiser, participarei pela quarta vez consecutiva do Meeting de Rímini (
http://www.meetingrimini.org). É difícil descrevê-lo para os que não fazem ideia do que ele significa. De qualquer modo, vou tentar explicá-lo àqueles que já o conhecem...
Não se compara a nenhum outro evento, não porque seja maior ou mais bonito (embora, sem dúvida, o seja), mas porque é uma experiência que corre em paralelo com a cultura tradicional. O Meeting examina as mesmas coisas das quais nos ocupamos nas conversas do dia a dia, e talvez fale delas com as mesmas palavras. Mas é diferente, porque olha tudo de modo diverso. Os temas são os mesmos, mas os pressupostos e as premissas são todos diferentes, porque aquilo que se vê por trás do olhar humano não é o que a nossa cultura costuma nos permitir ver.
Se eu tivesse que encorajar um amigo “não iniciado” a ir ao Meeting de Rímini, eu não usaria necessariamente essas palavras. Poderia simplesmente dizer que os debates são fascinantes; as exposições, extraordinárias; a música, sublime; e os espetáculos teatrais, excepcionais. Não acentuaria a dimensão “religiosa”; antes, falaria da vida e, se a dimensão “religiosa” viesse à tona, garantiria ao meu amigo que isso não seria um “problema”.
Assim como o Cristianismo teve início com um acontecimento histórico, do mesmo modo ele começa com um evento que acontece no coração de cada um, o desejo de conhecer alguma coisa que, na cultura que criamos, não é imediatamente evidente. Por trás dos conceitos que consideramos óbvios, como, por exemplo, a totalidade do real, há um Acontecimento, que acende a centelha do reconhecimento. Tudo isso nós o descobrimos não de uma maneira mística, mas observando mais atentamente a realidade. Esse é o verdadeiro conhecimento. Na cultura em que vivemos, pode demorar muito tempo para compreendermos que estamos vendo realmente o que nosso coração almeja.
Participar do Meeting de Rímini é como visitar um lugar situado num tempo paralelo, uma versão da nossa cultura que evoluiu de modo diferente do tradicional. Embora tendo compreendido a duras penas a diferença, o Meeting me faz sentir a “correspondência” do reconhecimento, pois as coisas entram na minha capacidade total de conhecer do modo como deveriam ser conhecidas, como conhecimento puro, antes que como afirmação de uma versão do meu eu, já decidida e aceita. Vejo, escuto e leio com o coração.
Cada novo objeto de conhecimento não chega como algo efêmero, mas como revelação, um acontecimento que se relaciona com todo o significado potencial da existência. No Meeting, encontramos o conteúdo da cultura moderna, mas sem a falsa curiosidade que aflige o homem contemporâneo. Arte, ciência, literatura, política, tudo isso e muito mais. Cristo, certamente, mas de um modo especial. Não de maneira sentimental, menos ainda moralista, mas de um modo que abre novamente a dinâmica do relacionamento do homem com a totalidade do real.
Cristo nos sussurra, não por timidez, mas antes como um murmúrio alegre mas aparentemente improvável, como nas horas seguintes à Ressurreição: Ele está aqui! “Não!”. Espere e você mesmo verá!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Cardeal Rouco e Tony Blair convidados ao “Meeting” de Rímini

Organizado pelo movimento Comunhão e Libertação

MADRI, quarta-feira, 22 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O cardeal Antonio María Rouco e o ex-premier do Reino Unido estão entre os convidados ao 30º “Meeting” de Rímini, Itália, de 23 a 29 de agosto, que organiza o movimento Comunhão e Libertação.
O “Meeting” de Rímini completa 30 anos e o celebra com um lema dedicado à questão do conhecimento e sua relação com a fé, “O conhecimento é sempre um acontecimento”, informa Comunhão e Libertação.
Para abordar este tema, figuras de primeira linha da atualidade internacional passarão pelo “Meeting”.
Entre os nomes mais destacados figuram os de Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico; Jeb Bush, ex-governador da Flórida; o cardeal arcebispo de Madri Antonio María Rouco Varela; John Milbank, escritor e professor de Religião, Política e Ética na Universidade de Nottingham; Rémi Brague, filósofo e professor na Sorbona de Paris; Joseph H.H. Weiler, diretor da Cátedra Jean Monnet na UE; e Romano Scalfi, fundador da Rússia Cristã, que presidirá uma missa segundo o rito bizantino eslavo durante o Meeting.
Este ano o Meeting dedica uma grande atenção aos continentes africano e latino-americano, para cujo conhecimento contará com a presença, entre outros, de Filippo Santoro, bispo de Petrópolis (Brasil); Juan García Rodríguez, presidente da Conferência Episcopal Cubana; Cesare Mazzolari, bispo de Rumbek (Sudão); Mwai Kibaki, presidente da República do Quênia; Ernest Bai Koroma, presidente da República de Serra Leoa; ou Meles Zenawi, primeiro ministro da República Federal Democrática da Etiópia.
Também se falará sobre Aids, direito natural, energia e ciência. Destaca neste âmbito a presença de John Mather, astro-físico e prêmio Nobel de Física de 2006; e Charles Townes, professor de Ciências Espaciais na Universidade da Califórnia e prêmio Nobel de Física de 1964.
O “Meeting” de Rímini acontece no Recinto de Feiras desta cidade costeira italiana graças ao trabalho de mais de três mil voluntários, em sua maioria jovens italianos e de muitos outros países do mundo.
Este encontro multitudinário, ano após ano, se converteu em uma expressão de grandes dimensões: 400 exposições, 5.000 personalidades que passaram por ele ao longo de sua história. Só no ano passado foram credenciados 850 jornalistas de todo o mundo e recebe uma média de 700 mil visitantes ao ano.
O “Meeting” de Rímini, indicam os organizadores, “é uma realidade única em seu gênero: uma iniciativa que há 29 anos se propõe a criar ocasiões de encontro entre experiências e pessoas de diferentes culturas e crenças, mas que tem em comum seu desejo de conhecimento e de recíproca valorização”.
Neste tempo recebeu visitas como a do Papa João Paulo II, Emmanuel Levinas, o então cardeal Ratzinger, Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama e Eugene Ionesco.


http://www.zenit.org/article-22232?l=portuguese

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Soneto do amor total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Rio de Janeiro, 1951

Papa anuncia nova encíclica social

Bento XVI assinou esta Segunda-feira o documento intitulado «Caritas in veritate»

Bento XVI revelou esta Segunda-feira que está "próxima" a publicação da sua terceira encíclica, intitulada "Caritas in veritate" (Caridade na verdade), que será dedicada a temáticas sociais. "Este documento, que tem a data de 29 de Junho, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, pretende aprofundar alguns aspectos do desenvolvimento integral na nossa época, à luz da caridade na verdade", disse aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação do Angelus.O Papa indicou que serão retomados os temas tratados na "Populorum Progressio", documento de referência para a Doutrina Social da Igreja, publico em 1967 por Paulo VI."Confio à vossa oração este novo contributo que a Igreja oferece á humanidade, no seu compromisso por um desenvolvimento sustentável, no pleno respeito pela dignidade humana e pelas reais exigências de todos", concluiu.Responsáveis do Vaticano já adiantaram que, neste texto, Bento XVI manifestará a necessidade de potencializar um humanismo que concilie o desenvolvimento social e económico com o respeito pelo ser humano, que diminua as diferenças entre ricos e pobres.
Fala-se desta encíclica desde 2007, mas a sua publicação atrasou-se por dois motivos principais: por questões de tradução, já que o texto sairá também em chinês, e devido à recente crise económica internacional.
As outras duas encíclicas de Bento XVI são "Deus caritas est", de 2006, e "Spe salvi", de 2007, centradas nas “virtudes teologais” da caridade e da esperança.


Internacional Octávio Carmo 2009-06-29 11:13:27 1928 Caracteres Bento XVI© 2009 Agência Ecclesia. Todos os direitos reservados